O presidente do governo autônomo de Ceuta, Juan Jesus Vivas, disse nesta sexta-feira (31) que 60 mil pessoas entraram na cidade espanhola de forma irregular nas últimas 24 horas, segundo algumas estimativas, e que estão confirmadas 34 mortes nesta crise.
A cidade vive “uma situação insustentável”, disse Juan Jesus Vivas, que lembrou que Ceuta, um enclave espanhol no norte de África, tem uma população de 83 mil pessoas.
“Para se ter uma ideia, é como se em 24 horas 34 milhões de pessoas entrassem no território espanhol. Este número mostra que é impossível assimilar esta pressão”, afirmou, em declarações aos jornalistas.
Por fazer parte da Espanha, Ceuta também integra a União Europeia e, para muitos migrantes, entrar na cidade representa a primeira porta de acesso ao bloco europeu.
Fluxo de migrantes chega à cidade de Ceuta, enclave espanhol no Marrocos, norte da África REUTERS/Fabian Bimmer/ Proibido reprodução
Segundo Juan Jesus Vivas, desde quinta-feira (30), 34 corpos fora resgatados do mar. As vítimas tentavam alcançar a cidade espanhola a nado.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, disse que houve uma “violação da integridade territorial da Espanha” nas últimas horas em Ceuta e culpou as máfias que traficam seres humanos.
Pedro Sánchez destacou uma “violação da integridade territorial de Espanha”, sobretudo na quinta-feira, quando milhares de pessoas cruzaram a fronteira do enclave espanhol em Marrocos, no norte de África, a nado, a pé ou pulando cercas e muros.
Sánchez culpou as máfias que traficam seres humanos e “enganam muitos jovens”, através de uma leitura enviesada de uma sentença recente do Tribunal Supremo da Espanha sobre repatriamentos, que “serviu como pólvora” nos últimos dias em Marrocos e “produziu uma avalanche com características e dimensão” que se viu na fronteira de Ceuta na quinta-feira.
O primeiro-ministro garantiu que o governo espanhol mobilizou meios e recursos para Ceuta, incluindo militares, para que a cidade volte à normalidade e segurança .
Jovem força entrada em Ceuta, depois de chegar nadando à costa da cidade espanhola no norte da África – REUTERS/Jon Nazca/ Proibido reprodução
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
